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domingo, 22 de maio de 2011

Hyla arborea



Fotografia de uma Rela tirada em V. N. de Famalicão (Fradelos).
Uma das estratégias que algumas espécies utilizam para enganar os seus predadores é confundir-los relativamente ao sítio onde devem atacar. Falsos olhos como se pode encontrar em algumas espécies de borboletas ou peixes levam os predadores a hesitar o tempo suficiente para que a presa fuja. Embora não encontre bibliografia sobre este caso em particular parece-me que é precisamente isto que se passa com as Relas que vistas por detrás parecem apresentar também uma "cara" que pode dissuadir alguns predadores mais míopes!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Hyla arborea (postura)



Fotografias de Relas a fazer a postura tiradas em Vila Nova de Famalicão (Fradelos).
Os machos das Relas assim como todas as outras espécies de anfíbios não possuem pénis! Como é comum nos Anuros a fecundação é externa ao invés de ocorrer protegida no interior da progenitora como em quase todas as espécies de vertebrados. Os machos posicionam-se sobre a fêmea num abraço a que chamamos amplexo de maneira a que consigam depositar o esperma e portanto fecundar os ovos no momento em que a fêmea os deposita na base de plantas aquáticas ou envolvidos no lodo do fundo dos charcos!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Hyla arborea (ovos e embriões)



Fotografias de ovos e embriões de Rela tiradas em V. N. de Famalicão (Fradelos).
As Relas depositam entre 400 e 1200 ovos conforme a idade da fêmea fazem-o em pequenos aglomerados nos caules de plantas aquáticas. Nestes ovos desenvolvem-se pequenos embriões que cerca de uma semana depois eclodem sob a forma de larvas que necessitaram de até três meses para que se transformem em pequenas Relas!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Hyla arborea (metamorfo)



Fotografias de um metamorfo de Rela tirada em V. N. Famalicão (Fradelos).
No final da vida larvar, os anfíbios passam por transformações extraordinárias. A certo momento as brânquias que permitiram às larvas respirarem num ambiente aquático começam a definhar, simultaneamente desenvolvem-se os pulmões.
Neste momento da metamorfose, as jovens Relas necessitam de vir à superfície respirar, mas depois com os pulmões cheios de ar, têm muita dificuldade em regressar ao fundo do lago onde se sentem mais seguras.
Estas fotos ilustram a visão que os outros habitantes do lago têm das Relas atrapalhadas a boiar, e do seu reflexo na superfície da água.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Hyla arborea (canto nupcial)

Fotografia de um macho de Rela a cantar e gravação do canto das Relas, realizados em V. N. Famalicão (Fradelos).
Durante o período de reprodução os machos de Rela deslocam-se para próximo de massas de água, e para atrair as fêmeas cantam ruidosamente. Como ficam muito expostas a predadores devido ao enorme barulho que produzem cantam em coro, dificultando a tarefa de localizar um individuo no meio de uma enorme confusão de sons. Ao mínimo sinal de distúrbio calam-se subitamente e reina o silencio, até que uma comece a cantar e aí todas começam a cantar provavelmente tornando também difícil ás fêmeas escolher o seu parceiro!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Hyla arborea (Juvenil)

Fotografia de uma rela juvenil tirada em Estarreja (Salreu).
As relas assim que deixam o estado larvar começam a trepar a vegetação circundante aos lagos e ribeiros onde as larvas se desenvolveram. Assim sendo, no Verão, em determinados locais como no percurso de Salreu do projecto Bioria, podemos ver dezenas de pequenos juvenis com cerca de dois centímetros (como o da foto) a saltar entre a vegetação, tornando-se muito fácil confundi-los com gafanhotos!!
Este enorme numero de juvenis é uma importante fonte de alimentos para algumas espécies incluindo a Garça vermelha (Ardea purpurea) cuja maior colónia existente em Portugal se situa precisamente em Salreu.

domingo, 17 de agosto de 2008

Hyla arborea

Fotografia de uma Rela tirada em Estarreja (Salreu).
As relas são anfíbios anuros (sem cauda) que possuem discos adesivos na ponta dos dedos, o que lhes permite trepar pela vegetação. Por serem de um tom verde claro, próximo ao das plantas que crescem perto de água, passam facilmente despercebidas, sendo mais fácil ouvi-las que vê-las! Pois os machos desta espécie coaxam sonoramente para atrair as fêmeas.
Existe o mito de que as vacas as comem acidentalmente e morrem, por não as conseguírem distinguir da vegetação!!