quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Anfíbios, animais a preservar!


Não percas na próxima quarta-feira dia 15 a conversa sobre conservação de anfíbios a realizar no CIMA de Matosinhos. A entrada é livre!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Identificar Sapos-parteiros

Sapo-parteiro-comum (Alytes obstetricans)

Em Portugal existem duas espécies de sapos a que chamamos parteiros. Damos-lhes este nome porque os machos carregam os ovos nas patas traseiras até que estes estejam prontos a eclodir, depositando-os depois nos charcos e ribeiros onde as larvas se vão desenvolver. Embora estas espécies tenham distribuições diferentes, uma habitando mais a sul e outra mais a norte, existe uma longa faixa de território em que existem as duas espécies. Para as diferenciar existem algumas características a que devemos ter atenção. A mais evidente mas nem sempre certeira é o número de tubérculos palmares existentes nas patas dianteiras. A regra é: 3 para o Sapo-parteiro-comum (Alytes obstetricans) e 2 para o Sapo-parteiro-ibérico (Alytes cisternasii), mas atenção alguns indivíduos fogem à regra! P.S. Os tubérculos palmares são as "bolinhas" que existem nas palmas das "mãos" dos sapos!

Sapo-parteiro-ibérico (Alytes cisternasii)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Os Anfíbios serão os futuros animais do passado?



Não percas na próxima Quinta-feira a palestra organizada pela Associação Juvenil de Ciência - AJC sobre conservação de anfíbios na Fnac de Braga! Aparece!

"Numa altura em que o ambiente é uma preocupação cada vez mais presente, a AJC oraganiza um ciclo de conversas acerca do nosso Planeta e dos Recursos que ainda temos disponíveis. Será que, a este ritmo, conseguiremos viver por cá outros 100 anos? Muitas são as noticias que nos chegam e que nos dizem que há cada vez mais seres vivos em perigo. Um bom exemplo deste desastre ecológico são os anfíbios que, devido à sua fragilidade, têm sido um alvo claro. Várias espécies já se extinguiram e muitas estão a seguir o mesmo trilho. Mas iremos sentir falta destes animais?"

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O que fazer em caso de mordedura de víbora?

Existem duas espécies de serpentes em Portugal cuja mordedura pode ser perigosa: as víboras! As víboras são serpentes geralmente calmas que na presença de pessoas optam por ficar imóveis para que passem despercebidas ou então fogem para um abrigo próximo. No entanto se agarradas ou encurraladas podem morder! Não conhecemos dados relativos a Portugal mas em Espanha dão entrada nos hospitais cerca de 150 casos de mordedura de víbora por ano sendo que menos de 1% resulta na morte do paciente.

Víbora-cornuda (Vipera latastei)

Como actua o veneno das víboras?
Quando um víbora morde injecta subcutânea ou intramuscularmente 0,2 a 1,5ml de um veneno com características proteolíticas a nível local, coagulantes numa fase inicial e anticoagulantes em fases posteriores, hemolíticas e excepcionalmente neurotóxicas. Muito raramente a mordedura é feita directamente sobre um vaso sanguíneo e nestas situações a difusão do veneno é rápida e massiva o que pode levar a uma situação de choque anafilático e coagulação intravascular disseminada.  
Trocando em miúdos, a mordedura de víbora causa de imediato uma dor intensa (dada a inflamação dos gânglios linfáticos) e um inchaço da zona afectada (edema - acumulação de liquido entre as células) em cerca de 60% dos casos causa também vómitos, náuseas, cólicas, diarreia e hipotensão. Nos casos de maior gravidade (menos de 10%) podem ocorrer convulsões, paralisia parcial de alguns músculos, hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos), coagulação disseminada assim como insuficiência renal.


O que fazer em caso de mordedura:
Em caso de mordedura o paciente deve ser deslocado para o hospital ou centro de saúde mais próximo recorrendo sempre que possível aos serviços de emergência médica 112. Enquanto aguarda pelos serviços de emergência o paciente deve manter-se calmo e imobilizar o membro mordido a um nível inferior ao do coração para diminuir o fluxo do sangue. Devem-se retirar pulseiras ou anéis que possam ficar presos em caso de inchaço, lavar a zona da mordedura com água e sabão e depois aplicar uma solução anti-séptica como Betadide para evitar infecções. Em caso de duvidas podem sempre utilizar a linha aberta do Centro de Informação Antivenenos através do número 808 250 143.

Víbora-de-Seoane (Vipera seoanei)


O que não se deve fazer:
Algumas medidas amplamente difundidas nos filmes de Hollywood como colocar torniquetes ou garrotes, fazer um golpe com um canivete no local da mordedura e tentar chupar o sangue com veneno, são totalmente contra-indicadas pois podem ser prejudiciais tanto para o paciente como para a pessoa que o assiste. A aplicação de garrotes pode causar necrose, fazer um corte junto da zona de mordedura pode produzir infecções, vai danificar tecidos e pode causar hemorragias persistentes. Tentar chupar o sangue pode causar necrose no paciente e afectar quem o assiste pois o veneno é absorvido pelas mucosas existentes na boca.

É muito importante também não esquecer:
Que nem todas as serpentes são víboras! Que muitas vezes as víboras fazem o que se costuma chamar de mordedura seca em que não injectam veneno! Que mesmo quando injectam veneno podem injectar uma quantidade tão pequena que pouco ou nenhum efeito tem (não entrar em pânico)! As víboras são animais de extrema importância para os nossos ecossistemas, e temos de as proteger! Não matem víboras!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Triturus helveticus (Muda de pele)


Assim como os répteis, também os anfíbios mudam de pele! A pele é para os anfíbios um órgão de extrema importância pelo papel que assume na respiração e no equilíbrio salino destes animais. Para cumprir estas funções a pele dos anfíbios é obviamente permeável ficando assim exposta a diversos agentes patogénicos, é por esta razão que a maior das espécies possui glândulas produtoras de toxinas o que leva as pessoas a pensar que os anfíbios são animais venenosos quando na verdade a maior parte não o é! Para que a pele cumpra as suas importantes funções tem que ser mudada com alguma frequência! Mas como é muito fina e incolor  muito raramente temos oportunidade observar este acontecimento, e na maior parte das vezes os animais comem a pele "velha" depois da muda não deixando sequer vestígios do acontecimento! Outras vezes deixam as peles "velhas" à deriva fazendo lembrar anfíbios fantasma a deambular pelos charcos!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Psammodromus algirus


O nome cientifico da Lagartixa-do-mato é Psammodromus algirus. Psammodromus resulta da junção das palavras gregas psammo que quer dizer areia, e dromo que quer dizer corrida, descrevendo assim parte do comportamento característico desta espécie bem como algumas pistas sobre o seu habitat. Algirus remete-nos para o norte de África, para o Magrebe e mais concretamente para a Argélia! Esta espécie existe em todo o Magrebe desde a Tunísia até Marrocos, na Península Ibérica e num cantinho do sul de França mas provavelmente terá sido identificada pela primeira vez na Argélia e acabou por ficar com este nome que "traduzindo" para Português ficaria qualquer coisa como Corredor da areia argelino!
 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Exposições sobre Anfíbios e Répteis no Oceanário de Lisboa


Aproveita as férias que se aproximam para visitar o Oceanário de Lisboa. Além da exposição principal sobre a biodiversidade dos oceanos do planeta podes visitar duas exposições, uma sobre anfíbios e outra sobre répteis. Sobre anfíbios está patente uma exposição chamada Anfíbios : Interessantes por Natureza com aquaterrários onde estão presentes anfíbios de todo o mundo e uma outra sobre répteis  intitulada Tartarugas Marinhas : A Viagem onde podes aprender sobre as tatarugas marinhas a sua biologia e ecologia. Nesta ultima exposição existe um aquário muito grande e que forma um percurso circular onde podes ver animais de todo o mundo entre os quais algumas das espécies de tartarugas marinhas que vivem nos nossos mares e oceanos. Isto num ambiente muito bem reconstituido que representa as épicas viagens que estes bichos fazem !

                             

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Anfíbios de Valongo


Não percas na próxima quarta-feira (véspera de feriado) o workshop sobre os Anfíbios de Valongo. Depois de uma apresentação teórica sobre estes incríveis animais vamos partir à aventura pelo vale do rio Ferreira junto da pitoresca aldeia de Couçe na base da serra de Sta. Justa. Para efectuar as inscrições ou obter mais informações sobre horários, programa ou local de encontro, consultem o site do CMIA de Valongo ou utilizem os contactos disponíveis no cartaz!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Podarcis hispanica (juvenil)


Uma estratégia comum à maior parte das espécies de lagartixas e lagartos é a capacidade de autonomia da cauda. Isto é quando atacados podem libertar a cauda deixando uma pequena refeição grátis para o predador, conseguindo no entanto escapar com vida. Para que os predadores ataquem preferencialmente a cauda, os  juvenis da maior parte das espécies de lagartixas possuem caudas de cores muito mais vistosas que as do padrão do resto corpo. Nas lagartixas do género Podarcis e Iberolacerta existentes em Portugal as caudas possuem geralmente tonalidades azuladas ou esverdeadas. Já nas dos géneros Acanthodactylus e Psammodromus são as tonalidade vermelhas/alaranjadas das suas caudas que chamam a atenção dos predadores.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Anfíbios da Floresta - Reportagem



O Workshop Anfíbios da Floresta que decorreu no passado fim-de-semana teve direito a reportagem de um canal televisivo local que se deslocou á praia fluvial da Aldeia Ruiva em Proênça-a-Nova para cobrir o evento. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O que tu podes fazer... (Anfíbios na estrada)


Muitos anfíbios morrem todos os anos nas estradas portuguesas, enquanto condutores há alguns cuidados que podemos ter para tentar minimizar este flagelo. Em primeiro lugar á que identificar as alturas em os anfíbios se encontram nas estradas, o que acontece normalmente durante a noite, na Primavera e Outono e quando chove ou até alguns dias depois de ter chovido. Outra questão é: quais os sítios onde estes animais podem ocorrer? Nas zonas mais rurais a sua presença é bem mais provável e por isso cuidados redobrados  especialmente junto de cursos de água ou junto a charcos. Por isso quando estiverem a conduzir de noite, fora das localidades, na Primavera ou Outono, próximo de zonas húmidas, reduzam a velocidade e tentem não atropelar os anfíbios que as atravessam! Se conhecerem sítios onde a mortalidade de anfíbios seja muito elevada tentem convencer as autoridades responsáveis pela estrada em questão a colocar sinais como o que aparece na fotografia!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Anfíbios da Floresta


Não percas no próximo dia 19 de Novembro o workshop de introdução à anfibiofauna das florestas de Proença-a-Nova a decorrer no Centro Ciência Viva da Floresta. Ao final da tarde no auditório do Centro vamos aprender a identificar estes animais e também um pouco sobre a sua história e biologia. No fim de jantar não se esqueçam de trazer uma lanterna, impermeável e se possível galochas para acompanhar a saída de campo onde vamos procurar espreitar a vida secreta deste incríveis animais!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Padrão das Víboras


Ao contrário da maior parte das espécies de serpentes que quando sente a presença de predadores foge rapidamente, as víboras muitas vezes mantêm-se imóveis confiando na sua camuflagem. (Claro que o facto de serem venenosas contribui para a sua confiança e coragem para enfrentarem quem se aproxima!) Uma vez avistadas o seu padrão contrastante em forma de zig-zag parece bastante vistoso e denunciador, mas na verdade funciona muito bem como camuflagem pois aparece com frequência na natureza. As folhas dos carvalhos e alguns fetos que cobrem o chão das nossas florestas autóctones formam padrões bastante semelhantes!