quinta-feira, 12 de maio de 2011

Anguis fragilis



Fotografia de uma fêmea de Licranço tirada na Trofa (Alvarelhos).
Estes simpáticos animais são vitimas de um sem número de mitos e superstições que levam a que muitas pessoas os temam e pior do que isso os matem. Uma das superstições mais ouvidas é a de que os Licranços possuem um espigão venenoso na cauda, e cuja ferroada é mortal. Não se poderia dizer maior disparate! Estes lagartos na presença de um predador têm como mecanismo de defesa libertar a cauda. Esta estratégia distrai o predador com uma pequena refeição grátis enquanto que o Licranço escapa vivo da situação. A cauda volta a crescer, mas nos primeiros meses após o incidente fica com um aspecto escuro e pontiagudo como podemos ver nas fotografias. Os Licranços são animais inofensivos muito importantes para o equilíbrio ecológico das nossas hortas e quintais, por favor respeitem-os!

domingo, 24 de abril de 2011

Rinechis scalaris


Fotografias de uma Cobra-de-escada tiradas em Évora (Nª Senhora da Tourega).
As cobras não possuem pálpebras e portanto não conseguem fechar os olhos. Quando estão prestes a mudar de pele as velhas escamas começam a soltar-se das novas que entretanto surgiram por debaixo destas. Durante esta fase da muda a escama ocular fica baça com um tom branco/azulado e as cobras perdem parte da sua capacidade de visão. Como se pode perceber esta cobra da fotografia estava prestes a mudar de pele e estava portanto meia pitosga!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Campos Cîentíficos - Anfíbios e Répteis






Nao percas no proximo fim-de-semana os Campos Científicos sobre Anfíbios e Répteis que decorrem em

Alvaiazere na magnifica paisagem das Aldeias de Xisto.

Para mais informaçoes sobre a actividade e sobre como te podes increver, consulta a página da GoOutdoor.

terça-feira, 29 de março de 2011

Anfíbios e Répteis do Ecomuseu




No próximo dia 9 de Abril não percas o workshop sobre a Herpetofauna do Ecomuseu do Redondo. As inscrições são gratuitas, mas como existe limite máximo de participantes são também obrigatórias! Por isso inscreve-te através dos contactos disponíveis no cartaz e anda descobrir os anfíbios e os répteis que habitam esta bonita região do Redondo.

terça-feira, 22 de março de 2011

Podarcis bocagei

Fotografia de uma Lagartixa-de-Bocage tirada em St. Tirso (Carreira).
Nem sempre é fácil distinguir as machos das fêmeas nas lagartixas tal é a plasticidade dos padrões que apresentam. Nas lagartixas do género Podarcis as fêmeas muitas vezes apresentam um padrão a que chamamos riscado. Quando as fêmeas possuem este padrão (como o da lagartixa da fotografia) a tarefa de tentar perceber o sexo de um individuo fica bastante facilitada!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Anfíbios do Parque Natural do Litoral Norte





Não percas no próximo fim de semana o workshop sobre os anfíbios do Parque Natural do Litoral Norte organizado pela Litoral Norte Birds. Para te inscreveres e ficares a saber mais pormenores sobre a actividade visita o site da organização e aproveita para conhecer e apreciar o trabalho de divulgação da biodiversidade desta região realizado pelo fotógrafo Carlos Rio.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Epidalea calamita



Fotografia de um juvenil de Sapo-corredor tirada na Paisagem Protegida Local do Litoral Sul de Vila do Conde.
São famosas as capacidades de regeneração de tecidos e até membros completos por parte de algumas espécies de anfíbios como o Oxolote (Ambystoma mexicanum) ou alguns outros urodelos sobre os quais foram já realizados bastantes estudos. Nos anuros esta capacidade não é tão extraordinária no entanto não deixa de ser notável. Este pequeno sapo da fotografia foi vitima de algum acidente ou tentativa de predação e perdeu por completo um globo ocular, no entanto rapidamente regenerou tecido que permitiu sarar a ferida e prosseguir uma vida "normal". Um animal pertencente a qualquer grupo de vertebrados mais evoluído como répteis, aves ou mamíferos teria muito provavelmente morrido face a uma situação desta natureza!


terça-feira, 1 de março de 2011

O que tu podes fazer... (Lavar material de campo)


Uma das ameaças à conservação das nossas espécies de anfíbios são doenças de origem tropical que se têm disseminado um pouco por todo o planeta. Existem já alguns casos da ocorrência de algumas dessas doenças em território nacional. Em actividades como a pesca desportiva, a fotografia de natureza, a investigação científica e outras ainda, os praticantes podem ser veículos de transmissão destas doenças entre diferentes zonas húmidas.
O que tu podes fazer para evitar transportar estes vírus e fungos é limpar bem o material de campo de qualquer resíduos de terra ou de vegetação, assim evitas também o transporte de algumas espécies quer de invertebrados quer de plantas como a lentilha de água. Sempre que possível guarda o material de campo em lugares secos de forma a que por dissecação morram a maior parte destes organismos que pelo menos em parte do seu ciclo de vida são dependentes de ambientes húmidos. Sempre que visitares um local diferente, no fim da saída utiliza uma solução de 1:5 de lixívia para desinfectar todas as partes do material de campo que estiveram em contacto com a água.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Desenvolvimento embrionário do Tritão-de-ventre-laranja (Lissotriton boscai)



 Quando as larvas dos Urodelos (salamandras e tritões) eclodem são já muito mais desenvolvidas que as dos anuros (sapos e rãs). Possuem somente as patas anteriores mas são capazes de nadar rapidamente para fugirem a possíveis predadores e refugiarem-se junto da vegetação aquática. Aliás ainda dentro do ovo são já capazes de girar e treinar os primeiros movimentos de natação.



Estes tritões são dos mais pequenos anfíbios existentes em território nacional raramente atingindo os nove centímetros de comprimento. Imaginem portanto o tamanho destes ovos! Têm somente dois ou três milímetros de diâmetro! Depois da eclosão pequenas larvas quase transparentes e praticamente invisíveis enfrentam todo um novo mundo de perigos e descobertas até se tornarem nos belos Tritões-de-ventre-laranja que conhecemos!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Curso Prático de Introdução aos Anfíbios de Portugal







No próximo fim de semana com inicio no auditório do FAPAS - Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens, no Porto e seguido de saída pela Paisagem Protegida Local do Litoral Sul de Vila do Conde. Não percam!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tritão-palmado (Lissotriton helveticus)


Durante a época de reprodução é comum os machos das várias espécies de tritões sofrerem alterações morfológicas. Estas mudanças servem por um lado para se adaptarem à vida na água por outro para atrair as fêmeas. Os Tritões-palmados não fogem à regra e as adaptações dos machos nesta época são espectaculares. Em primeiro lugar ficam com umas cores vistosas muito mais "bonitas" que as que normalmente apresentam quando estão em terra e têm de passar despercebidos aos predadores.



Outra transformação impressionante são as membranas interdigitais que se desenvolvem entre os dedos das patas anteriores que facilitam a natação e que deram origem ao nome comum desta espécie.



Em todas ou quase todas as espécies de tritões a cauda fica mais espalmada durante a fase aquática facilitando também a natação, mas servindo principalmente de "leque" para que espalhem as feromonas em direcção das fêmeas durante as danças nupciais. No caso do Tritão-palmado surge ainda um pequeno filamento na ponta da cauda.



A ultima mudança é o inchaço da cloaca, uma característica que é também comum a todas as outras espécies de tritões existentes em Portugal.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Curso de Identificação e Observação de Anfíbios



























A exposição Anfíbios - Uma Pata na Água Outra na Terra pode agora ser visitada em Viana do Castelo no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) desta cidade. Acompanhando a exposição o CMIA em parceria com Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto - CIBIO desenvolvem algumas actividades como este curso no próximo sábado 5 de Fevereiro ou um outro de construção e manutenção de charcos no próximo dia 19. As inscrições são efectuadas junto do CMIA de Viana. Apareçam!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rã-verde (Pelophylax perezi)



Os machos de rã verde expõem-se a grandes perigos na ânsia de acasalar, pois coaxam sonoramente para atrair as fêmeas. Chamando sobre si, não só a atenção das fêmeas, como também a dos predadores. Para minimizar esta situação servem-se da camuflagem, tentando disfarçar-se entre a vegetação aquática!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os Charcos de Vila do Conde


No próximo dia 2 de Fevereiro comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas.

Para celebrar esta efeméride o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Vila do Conde organiza um workshop dedicado aos Charcos temporários da Paisagem Protegida Local do Litoral Sul de Vila do Conde.

Inscreve-te através do mail do CMIA cmia@cm-viladoconde.pt ou através do telefone 252 637 002.

Aparece e trás lanterna e botas ou galochas!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pelodytes puntactus (calosidades)


Fotografia de um Sapinho-de-verrugas-verdes tirada na Paisagem protegida local do litoral sul de Vila do Conde.
É comum entre as espécies de sapos que os machos na época de reprodução desenvolvam certas calosidades a que chamamos calosidades nupciais. Estas calosidades normalmente desenvolvem-se nos dois dedos mais internos das patas anteriores mais ou menos equivalentes aos nossos polegares e indicadores. E servem para que quando o macho se posiciona sobre a fêmea a fim de fecundar os ovos, consiga manter a sua posição. Os machos de sapinho-de-verrugas-verdes (talvez os mais ciumentos entre os nossos sapos) sofrem uma transformação mais radical, são cinco os pares de calosidades nupciais que lhes surgem todas as épocas de reprodução, além das dos dedos (comuns em quase todas as espécies) aparecem ainda dois pares nos "braços" e um par no peito!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Larva de Rã-verde (Pelophylax perezi)



As larvas das rãs verdes são detritívoras alimentando-se de restos vegetais ou de lodo como vemos na fotografia, parece uma vida muito simples não fossem os enumeros predadores que têm que enfrentar! Para além de insectos aquáticos e outros anfíbios vindos do mesmo ambiente, cobras de água, alguns mamíferos e um sem número de aves esquadrinham os charcos e ribeiros onde estas larvas vivem tentando fazer delas a sua refeição. Como se não bastasse a Rã-verde é provavelmente o principal predador da Rã-verde! Pois! É verdade e não engano! O canibalismo é muito frequente nesta espécie, e muitas vezes a única solução de sobrevivência dos adultos é alimentar-se da sua própria prole!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Natrix maura



Fotografias de duas Cobras-de-água-viperinas tiradas em Évora (N. Sra. da Tourega).
A identificação de algumas espécies tanto de anfíbios como de répteis pode ser complicada dada a variedade de cores e padrões que apresentam. Ao contrário de outros grupos de vertebrados em que os indivíduos da mesma espécie tendem a ser semelhantes nos anfíbios e nos répteis existe uma grande plasticidade. Nesta fotografia estão duas cobras-de-água-viperinas uma com o padrão dito normal e outra com duas riscas, um padrão a que chamamos bilineata (bi - lineata, duas - linhas).

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Anfíbios - Uma pata na água outra na terra





Agora e até 15 de Janeiro a exposição sobre os Anfíbios de Portugal Anfíbios - Uma pata na água outra na terra está patente no Parque Biológico de Gaia! Quem não teve ainda a oportunidade de visitar esta magnifica exposição, pode agora aproveitar e aliar uma sempre interessante visita ao Parque Biológico com uma visita ao mundo destes incríveis animais!
Não perca!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) - Amplexo


Ao contrário dos Anuros (Sapos, Rãs e Relas) nos Urudelos (Salamandras e Tritões ou seja os que possuem cauda) a fecundação é interna. Estes também fazem amplexos, mas neste caso os machos ficam por debaixo da fêmea enquanto depositam uma massa gelatinosa que contem o esperma (o espermatófito) no chão. Depois posicionam a fêmea de maneira a que esta recolha essa massa gelatinosa pela cloaca fecundando os ovos no interior da progenitora.