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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O que fazer em caso de mordedura de víbora?

Existem duas espécies de serpentes em Portugal cuja mordedura pode ser perigosa: as víboras! As víboras são serpentes geralmente calmas que na presença de pessoas optam por ficar imóveis para que passem despercebidas ou então fogem para um abrigo próximo. No entanto se agarradas ou encurraladas podem morder! Não conhecemos dados relativos a Portugal mas em Espanha dão entrada nos hospitais cerca de 150 casos de mordedura de víbora por ano sendo que menos de 1% resulta na morte do paciente.

Víbora-cornuda (Vipera latastei)

Como actua o veneno das víboras?
Quando um víbora morde injecta subcutânea ou intramuscularmente 0,2 a 1,5ml de um veneno com características proteolíticas a nível local, coagulantes numa fase inicial e anticoagulantes em fases posteriores, hemolíticas e excepcionalmente neurotóxicas. Muito raramente a mordedura é feita directamente sobre um vaso sanguíneo e nestas situações a difusão do veneno é rápida e massiva o que pode levar a uma situação de choque anafilático e coagulação intravascular disseminada.  
Trocando em miúdos, a mordedura de víbora causa de imediato uma dor intensa (dada a inflamação dos gânglios linfáticos) e um inchaço da zona afectada (edema - acumulação de liquido entre as células) em cerca de 60% dos casos causa também vómitos, náuseas, cólicas, diarreia e hipotensão. Nos casos de maior gravidade (menos de 10%) podem ocorrer convulsões, paralisia parcial de alguns músculos, hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos), coagulação disseminada assim como insuficiência renal.


O que fazer em caso de mordedura:
Em caso de mordedura o paciente deve ser deslocado para o hospital ou centro de saúde mais próximo recorrendo sempre que possível aos serviços de emergência médica 112. Enquanto aguarda pelos serviços de emergência o paciente deve manter-se calmo e imobilizar o membro mordido a um nível inferior ao do coração para diminuir o fluxo do sangue. Devem-se retirar pulseiras ou anéis que possam ficar presos em caso de inchaço, lavar a zona da mordedura com água e sabão e depois aplicar uma solução anti-séptica como Betadide para evitar infecções. Em caso de duvidas podem sempre utilizar a linha aberta do Centro de Informação Antivenenos através do número 808 250 143.

Víbora-de-Seoane (Vipera seoanei)


O que não se deve fazer:
Algumas medidas amplamente difundidas nos filmes de Hollywood como colocar torniquetes ou garrotes, fazer um golpe com um canivete no local da mordedura e tentar chupar o sangue com veneno, são totalmente contra-indicadas pois podem ser prejudiciais tanto para o paciente como para a pessoa que o assiste. A aplicação de garrotes pode causar necrose, fazer um corte junto da zona de mordedura pode produzir infecções, vai danificar tecidos e pode causar hemorragias persistentes. Tentar chupar o sangue pode causar necrose no paciente e afectar quem o assiste pois o veneno é absorvido pelas mucosas existentes na boca.

É muito importante também não esquecer:
Que nem todas as serpentes são víboras! Que muitas vezes as víboras fazem o que se costuma chamar de mordedura seca em que não injectam veneno! Que mesmo quando injectam veneno podem injectar uma quantidade tão pequena que pouco ou nenhum efeito tem (não entrar em pânico)! As víboras são animais de extrema importância para os nossos ecossistemas, e temos de as proteger! Não matem víboras!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O que tu podes fazer... (Anfíbios na estrada)


Muitos anfíbios morrem todos os anos nas estradas portuguesas, enquanto condutores há alguns cuidados que podemos ter para tentar minimizar este flagelo. Em primeiro lugar á que identificar as alturas em os anfíbios se encontram nas estradas, o que acontece normalmente durante a noite, na Primavera e Outono e quando chove ou até alguns dias depois de ter chovido. Outra questão é: quais os sítios onde estes animais podem ocorrer? Nas zonas mais rurais a sua presença é bem mais provável e por isso cuidados redobrados  especialmente junto de cursos de água ou junto a charcos. Por isso quando estiverem a conduzir de noite, fora das localidades, na Primavera ou Outono, próximo de zonas húmidas, reduzam a velocidade e tentem não atropelar os anfíbios que as atravessam! Se conhecerem sítios onde a mortalidade de anfíbios seja muito elevada tentem convencer as autoridades responsáveis pela estrada em questão a colocar sinais como o que aparece na fotografia!

terça-feira, 1 de março de 2011

O que tu podes fazer... (Lavar material de campo)


Uma das ameaças à conservação das nossas espécies de anfíbios são doenças de origem tropical que se têm disseminado um pouco por todo o planeta. Existem já alguns casos da ocorrência de algumas dessas doenças em território nacional. Em actividades como a pesca desportiva, a fotografia de natureza, a investigação científica e outras ainda, os praticantes podem ser veículos de transmissão destas doenças entre diferentes zonas húmidas.
O que tu podes fazer para evitar transportar estes vírus e fungos é limpar bem o material de campo de qualquer resíduos de terra ou de vegetação, assim evitas também o transporte de algumas espécies quer de invertebrados quer de plantas como a lentilha de água. Sempre que possível guarda o material de campo em lugares secos de forma a que por dissecação morram a maior parte destes organismos que pelo menos em parte do seu ciclo de vida são dependentes de ambientes húmidos. Sempre que visitares um local diferente, no fim da saída utiliza uma solução de 1:5 de lixívia para desinfectar todas as partes do material de campo que estiveram em contacto com a água.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O que tu podes fazer... (Rampas em tanques)


Algumas espécies de anfíbios como a Salamandra-de-pintas-amarelas encontram nos tanques e poços uma armadilha mortal. Estes animais durante a época de reprodução deslocam-se a estas construções para depositar os seus ovos ou as suas larvas. Mas quando o nível da água está baixo é frequente os adultos não conseguirem sair acabando por morrer. Uma das coisas que tu podes fazer para ajudar a conservar os anfíbios que morem perto de ti é colocar rampas nos tanques de forma a que possam sair depois de se reproduzirem! Com uma tábua e uma ou duas pedras podes fazer uma rampa e ajudar a proteger estes animais!