terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Rede Ibérica de Seguimento de Fauna Atropelada
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
NA2RE - Novo Atlas de Anfíbios e Répteis da Europa
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Ciência Viva à Conversa
De uma parceria entre os Centros de Ciência Viva do Algarve e a Rádio Universitária da Algarve surge um programa chamado Ciência à Conversa, onde Luís Rodrigues (paleontólogo, divulgador de ciência e coordenador nos centros de ciência viva do Algarve) troca algumas impressões com cientistas e investigadores convidados. Nestes programas são abordadas as mais variadas temáticas com o objectivo de fazer chegar, em primeira mão aos algarvios e através do podcast a todo mundo, o que se têm feito pela ciência em Portugal. As ultimas duas edições foram sobre Anfíbios e Répteis, a diversidade existente no nosso país e as ameaças à sua conservação. Ficam aqui o links do podcast dessas conversas para que as possam ouvir!
Ciência Viva a Conversa |19 abril 2012| Répteis e Anfíbios
quarta-feira, 29 de junho de 2011
LIFE Trachemys


>Grosso modo o projecto consiste na colocação de armadilhas nos charcos onde a presença do Cágado-da-florida esteja confirmada com especial enfoque nas áreas onde esta espécie se consegue reproduzir. Os cágados capturados que sejam de uma das nossas espécies autóctones serão marcados , recolhem-se alguns dados e são de novo libertados, os que sejam exóticos são retirados do ambiente onde foram introduzidos e transportados para instalações em cativeiro. Algumas das fêmeas de Cágado-de-carapaça-estriada que estejam grávidas vão ficar também cativas em instalações criadas no RIAS em Olhão até que façam as posturas. Os jovens cágados que nascerem destas posturas serão posteriormente libertados ajudando a reestabelecer as populações desta espécie ameaçada.

Com esta medida ficam protegidos durante a fase em que são mais vulneráveis aumentando assim a probabilidade de atingirem o estado adulto e contribuírem para a perpetuação desta espécie.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Actualização da lista vermelha da IUCN
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Anfíbios, Répteis e a Toponímia
A Toponímia estuda a origem dos nomes das povoações, lugares, ruas, montanhas ou rios. Geralmente estes nomes derivam da história e utilização do sítio, ou das suas "qualidades" como a geografia, a geologia, a flora ou a fauna. Quando a origem do nome é uma característica biológica, esta está frequentemente associada à flora do local, pois as plantas têm o estranho habito de estar paradas, tornando fácil associar determinado local à flora que nele se encontra! Mais raras vezes um topónimo está relacionado com a fauna, e mais raras vezes ainda está relacionado com anfíbios e répteis. De entre os milhares de topónimos existentes em Portugal encontrei alguns que penso estarem relacionados com este tema: Campo de Víboras (Vimioso), Chão do Sapo (Cadaval), Ilhote da Cobra (Faro), Lagarteira (Ansião), Rãs (Penafiel e Satão), Sapos (Mértola) e Sardoal (Sardoal). Se puderem ajudem-me a conhecer a história destes nomes e de outros que me possam apresentar através de comentários a esta mensagem!
terça-feira, 12 de maio de 2009
Bufo bufo (doente)
Fotografias de um Sapo comum doente, tiradas na Trofa (Covelas).Uma das ameaças à conservação de muitas espécies de anfíbios são as doenças, principalmente as provocadas por fungos e vírus. Nos últimos anos e em todo o mundo várias populações de anfíbios foram dizimadas por uma doença chamada Quitridiomicosis (até o nome é problemático) provocada por um fungo. Aqui na península ibérica o caso mais grave ocorreu no Parque Natural de Peñalara em Espanha. Neste parque natural foi extinto o Sapo parteiro, e morreram centenas de Salamandras de pintas amarelas e Sapos comuns. Com o objectivo de combater este problema foi criado o Centro de Cría en Cautividad de Anfibios Amenazados

domingo, 5 de abril de 2009
Salamandra-de-pintas-amarelas atropelada (Salamandra salamandra)
quarta-feira, 4 de março de 2009
Incêndios florestais
Fotografias de um incêndio florestal e de um helicóptero a reabastecer de água tiradas na Trofa (S. Martinho).O numero de vidas perdidas, o numero de hectares de floresta queimada, a enorme quantia de dinheiro e recursos gastos em prevenção e combate aos fogos, são só alguns dos motivos que tornam os incêndios florestais num dos maiores dramas ambientais e sociais do nosso país. A história da praga de incêndios florestais é tão antiga quanto a história do Homem cá na península. Embora existam incêndios de origem natural causados por trovoadas, de acordo com dados da Direcção Geral dos Recursos Florestais apenas 3% dos incêndios ocorridos em Portugal entre 1993 e 2003 são desta natureza. Esta febre pirómana de que Portugal parece sofrer, tem efeitos nefastos a médio e longo prazo, pois as espécies de árvores exóticas como acácias e eucaliptos saem em vantagem desta situação desequilibrando os habitats. Contudo a desertificação provocada pelos incêndios promove por vezes habitats com maior exposição solar, e pode privilegiar a presença de certas espécies de répteis. Mas genericamente tanto anfíbios como répteis são altamente prejudicados com esta situação. Só com a ajuda de todos podemos evitar este drama!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Bom exemplo - Hemorrhois hippocrepis
Decidi transcrever (com a devida autorização) uns email's que troquei com o Sérgio Araújo, uma pessoa que me contactou para esclarecer uma dúvida. Penso que são um bom exemplo da atitude que as pessoas deveriam ter com estes animais.
"Bom dia!
Gostei muito do seu site e venho assim ver se me pode ajudar a identificar uma cobra que encontrei escondida num velho muro que estava a demolir na zona do Estoril.
Envio fotos em anexo. Quero solta-la mas antes de mais satisfazer a minha curiosidade. Tem 105cm.
Obrigado pela atenção,
Sérgio"
"Olá Sérgio, é uma cobra de ferradura adulta, podem atingir 150cm mas é raro vê-las tão grandes. Chama-se assim porque têm uma pequena "ferradura" na cabeça, e têm a particularidade de ser a única cobra europeia com duas linhas de escamas entre o olho e a boca o que facilita ao identifica-la.
Esta está prestes a mudar de pele, pois têm as escamas dos olhos baças, portanto têm a visão um pouco turva! É importante que a soltes, de qualquer forma morreria se ficasse em cativeiro, com esta idade penso que jamais se adaptaria.
Quando a soltares tenta fazê-lo antes do meio-dia, para que ela tenha tempo de encontrar um sítio adequado, e num local onde penses que se vai dar bem e próximo de onde a encontraste.
Abraço,
Vasco"
"Olá Vasco! Conforme sugeriste soltei-a num grande terreno perto da zona onde a encontrei (perto de um pinhal e campo) pelas 11H. Espero que ela continue a desenvolver-se e tenha sucesso nas suas caçadas.
Mais uma vez obrigado pela ajuda e continuação de bons trabalhos.
Sérgio"
Idealmente a cobra deveria ter sido libertada no momento em que foi encontrada, é que a noite que passou em cativeiro não deve ter sido nada agradável, mas a maior parte das pessoas tê-la-ia matado!! Obrigado Sérgio!!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Posse ilegal de animais selvagens - Mauremys leprosa

A captura e posse de animais selvagens é uma prática comum no norte do país. As tradicionais gaiolas para melros com tubo de rede , o também tradicional saque de ninhos de corvideos e rapinas, e mais uma quantidade enorme de disparates que as pessoas acabam por fazer por ignorarem a melhor maneira de estar em contacto com a natureza!!
Após denuncia, estes cágados foram recolhidos pelo SEPNA e levados para o Parque Biológico de Gaia, tendo sido levantado um auto policial ao condomínio dos prédios onde se encontravam . Neste momento estão num processo de recuperação para que se possível sejam restituídos à natureza.

terça-feira, 9 de setembro de 2008
Rhinechis scalaris

As cobras utilizam as estradas para se aquecerem, ou atravessam-as em busca de uma refeição ou de um parceiro. Nesses momentos ficam extremamente vulneráveis a atropelamentos, e é assim que infelizmente muitas morrem todos os anos nas nossas estradas.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Árvores exóticas de crescimento rápido
Fotografias de um ribeiro seco e das matas que ele percorre, eucaliptal e acacial respectivamente, tiradas na Trofa (S. Martinho).O principal factor de ameaça à biodiversidade é a destruição de habitats, e em muitas zonas do norte do país a principal causa da destruição de habitats é a presença massiva de árvores exóticas.
Tanto eucaliptos como acácias são árvores de folha perene que consomem muita água, e como consequência os solos destas matas são secos e estéreis
perdendo assim a capacidade de reter água.Quando chove o caudal dos ribeiros aumenta rapidamente, e pouco tempo depois toda a água foi já escoada e os ribeiros voltam a secar. O facto de não existir uma manta morta húmida (típica dos nossos bosques de carvalhos) e dos ribeiros estarem secos diminui a humidade relativa nestas matas potenciando assim o risco de incêndio!
É muito importante que se declare luta a estas árvores exóticas .
A fotografia do ribeiro foi tirada no início da ultima primavera um dia depois de ter chovido!!
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Herbicidas

Fotografias que mostram o uso indiscriminado de herbicidas, tiradas na Trofa (S. Tiago e Covelas respectivamente).O uso de herbicidas deveria ser evitado ao máximo, mas infelizmente continua a ser uma prática comum quer por agricultores, quer pelos serviços autárquicos.
Os herbicidas são substâncias químicas tóxicas, que mesmo sendo legais, podem constituir um perigo para a saúde publica (caso mal empregues), e são sempre um problema ambiental. Uma prova disso mesmo, é o grande numero de herbicidas que foram usados e tidos como seguros, e que hoje são considerados perigosos!
A contaminação dos meios aquáticos com estes químicos, constitui uma grave ameaça à conservação dos nossos anfíbios.
O controlo das ervas na beira de campos ou estradas deveria ser feito de forma mecânica ou até manual, ou ainda através de novos métodos ecológicos como o Waipuna, que é já utilizado em vários países da UE.
sábado, 14 de junho de 2008
Milho híbrido

No Norte do país o milho transgénico está ainda pouco difundido, sendo que a maior parte dos campos de milho que existem são de milho híbrido.
O milho híbrido é o resultado do cruzamento de diferentes plantas de milho com características previamente seleccionadas.
Este tipo de milho, é cultivado para a produção de silagem, para alimentação de animais, e é feito através de técnicas muito pouco amigas do ambiente.
As variedades de milho híbrido mais comuns plantadas no norte do país são resistentes a herbicidas, e portanto os campos são impregnados de herbicida de modo a que não cresça praticamente mais nenhuma planta senão as de milho!
Existem duas maneiras de pulverizar o herbicida, ou directamente na terra quando se semeia o milho, ou, quando as ervas daninhas se começam a desenvolver. No primeiro caso as ervas daninhas praticamente não chegam a crescer, no segundo caso, são queimadas juntamente com os insectos que nelas moram. O grande problema é que grande parte dos herbicidas acabam em lençóis freáticos, ribeiros, rios e mar, e mais cedo ou mais tarde na tua mesa!! Os anfíbios são muito afectados com este tipo de poluição, pois reproduzem-se e passam a sua fase larvar em meio aquático!

quinta-feira, 22 de maio de 2008
Agricultura mecanizada

Fotografia de um campo de erva recem cortada e embalada, e fotografia de uma cobra de água viperina, morta acidentalmente durante o corte dessa mesma erva. Ambas as fotografias foram tiradas na Trofa (Covelas).A agricultura mecanizada que se pratica actualmente é muito pouco amiga do ambiente. As maquinas de corte rotativas e as fresas, matam muitos dos animais que vivem nos campos, como esta cobra de água viperina.
domingo, 4 de maio de 2008
Coronella girondica (morta)
Fotografia de uma Cobra-lisa-meridional atropelada, tirada na Trofa (Covelas).domingo, 20 de abril de 2008
Mina de água
Fotografia da entrada de uma mina de água, tirada na Trofa (Covelas).As minas de água consistem em túneis mais ou menos compridos, escavados pelo homem com o objectivo de recolher água para a rega ou para consumo. Quando a água da mina é para rega, esta está normalmente associada a uma represa e a uma rede de levadas que distribuem a água pelos campos.
Em muitos concelhos do norte do país a maioria das zonas alagadas foram drenadas para uso agrícola e muitos ribeiros estão poluídos, por isso estas minas abandonadas são das poucas zonas permanentemente húmidas e não poluidas que os anfíbios encontram para se reproduzirem. Esta mina em particular que data de 1910, serve de habitat para sete espécies de anfíbios!! Era importante identificar e preservar este património histórico e natural.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Bufo bufo (morto)

Na época de reprodução os sapos comuns deslocam-se para riachos ou lagos com o objectivo de acasalarem, esta migração pode levar quilómetros o que implica muita vezes atravessar estradas. Era importante que nas estradas próximas destas massas de água existisse sinalização,
ou até como existe noutros países, dispositivos que permitam à maioria dos sapos atravessar as estradas sem serem atropelados. Mas acima de tudo é preciso prudência por parte dos condutores, e lembrem-se do velho ditado: Atropelar um sapo dá azar!! (Quando o assunto são anfíbios e repteis as pessoas acreditam em cada coisa, que não custa nada tentar.)
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Anguis fragilis (morto)
Devido a informações erradas, crenças e medo, as pessoas continuam a matar todas as "cobras" que lhes cruzam o caminho.
É necessário compreender a importância destes animais no nosso ecossistema. Os licranços são animais absolutamente inofensivos que se alimentam de lesmas e caracóis, e por isso deviam ser bem vindos aos nossos quintais.




