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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Estátua de Víbora cornuda


Não é todos os dias que vemos uma estátua dedicada a uma das nossas espécie de anfíbios ou répteis, no entanto a Porta do Mezio do Parque Nacional da Peneda Gerês nos Arcos do Vale do Vez, decidiu decorar o espaço encomendando estatuas alusivas a animais emblemáticos do parque. Uma das espécies escolhidas foi a Víbora-cornuda e a estátua ficou incrível!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O que fazer em caso de mordedura de víbora?

Existem duas espécies de serpentes em Portugal cuja mordedura pode ser perigosa: as víboras! As víboras são serpentes geralmente calmas que na presença de pessoas optam por ficar imóveis para que passem despercebidas ou então fogem para um abrigo próximo. No entanto se agarradas ou encurraladas podem morder! Não conhecemos dados relativos a Portugal mas em Espanha dão entrada nos hospitais cerca de 150 casos de mordedura de víbora por ano sendo que menos de 1% resulta na morte do paciente.

Víbora-cornuda (Vipera latastei)

Como actua o veneno das víboras?
Quando um víbora morde injecta subcutânea ou intramuscularmente 0,2 a 1,5ml de um veneno com características proteolíticas a nível local, coagulantes numa fase inicial e anticoagulantes em fases posteriores, hemolíticas e excepcionalmente neurotóxicas. Muito raramente a mordedura é feita directamente sobre um vaso sanguíneo e nestas situações a difusão do veneno é rápida e massiva o que pode levar a uma situação de choque anafilático e coagulação intravascular disseminada.  
Trocando em miúdos, a mordedura de víbora causa de imediato uma dor intensa (dada a inflamação dos gânglios linfáticos) e um inchaço da zona afectada (edema - acumulação de liquido entre as células) em cerca de 60% dos casos causa também vómitos, náuseas, cólicas, diarreia e hipotensão. Nos casos de maior gravidade (menos de 10%) podem ocorrer convulsões, paralisia parcial de alguns músculos, hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos), coagulação disseminada assim como insuficiência renal.


O que fazer em caso de mordedura:
Em caso de mordedura o paciente deve ser deslocado para o hospital ou centro de saúde mais próximo recorrendo sempre que possível aos serviços de emergência médica 112. Enquanto aguarda pelos serviços de emergência o paciente deve manter-se calmo e imobilizar o membro mordido a um nível inferior ao do coração para diminuir o fluxo do sangue. Devem-se retirar pulseiras ou anéis que possam ficar presos em caso de inchaço, lavar a zona da mordedura com água e sabão e depois aplicar uma solução anti-séptica como Betadide para evitar infecções. Em caso de duvidas podem sempre utilizar a linha aberta do Centro de Informação Antivenenos através do número 808 250 143.

Víbora-de-Seoane (Vipera seoanei)


O que não se deve fazer:
Algumas medidas amplamente difundidas nos filmes de Hollywood como colocar torniquetes ou garrotes, fazer um golpe com um canivete no local da mordedura e tentar chupar o sangue com veneno, são totalmente contra-indicadas pois podem ser prejudiciais tanto para o paciente como para a pessoa que o assiste. A aplicação de garrotes pode causar necrose, fazer um corte junto da zona de mordedura pode produzir infecções, vai danificar tecidos e pode causar hemorragias persistentes. Tentar chupar o sangue pode causar necrose no paciente e afectar quem o assiste pois o veneno é absorvido pelas mucosas existentes na boca.

É muito importante também não esquecer:
Que nem todas as serpentes são víboras! Que muitas vezes as víboras fazem o que se costuma chamar de mordedura seca em que não injectam veneno! Que mesmo quando injectam veneno podem injectar uma quantidade tão pequena que pouco ou nenhum efeito tem (não entrar em pânico)! As víboras são animais de extrema importância para os nossos ecossistemas, e temos de as proteger! Não matem víboras!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Padrão das Víboras


Ao contrário da maior parte das espécies de serpentes que quando sente a presença de predadores foge rapidamente, as víboras muitas vezes mantêm-se imóveis confiando na sua camuflagem. (Claro que o facto de serem venenosas contribui para a sua confiança e coragem para enfrentarem quem se aproxima!) Uma vez avistadas o seu padrão contrastante em forma de zig-zag parece bastante vistoso e denunciador, mas na verdade funciona muito bem como camuflagem pois aparece com frequência na natureza. As folhas dos carvalhos e alguns fetos que cobrem o chão das nossas florestas autóctones formam padrões bastante semelhantes!


domingo, 14 de novembro de 2010

Vipera latastei



Fotografia de uma Víbora-cornuda tirada na Serra do Gêres.
Ao contrário do que o nome comum desta espécie possa sugerir, estas víboras não têm cornos. Possuem sim na ponta do focinho entre 3 e 7 escamas a que chamamos apicais que ficam visivelmente levantadas. Mais sentido faria se lhe chamássemos como fazem em Espanha, onde o nome comum da espécie é Víbora-hocicuda ou seja Víbora-focinhuda!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vipera latastei



Fotografias de uma Víbora-cornuda tiradas na Serra do Gerês.
As víboras têm hábitos predominantemente diurnos e encontram-se geralmente junto ao solo, mas para regularem a temperatura do corpo podem ter actividade crepuscular ou nocturna nas épocas mais quentes e usam ainda uma outra estratégia que é a de trepar a ramagem de arbustos distanciando-se assim do solo quando este está mais uma vez demasiado quente!