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sexta-feira, 11 de março de 2011

Epidalea calamita



Fotografia de um juvenil de Sapo-corredor tirada na Paisagem Protegida Local do Litoral Sul de Vila do Conde.
São famosas as capacidades de regeneração de tecidos e até membros completos por parte de algumas espécies de anfíbios como o Oxolote (Ambystoma mexicanum) ou alguns outros urodelos sobre os quais foram já realizados bastantes estudos. Nos anuros esta capacidade não é tão extraordinária no entanto não deixa de ser notável. Este pequeno sapo da fotografia foi vitima de algum acidente ou tentativa de predação e perdeu por completo um globo ocular, no entanto rapidamente regenerou tecido que permitiu sarar a ferida e prosseguir uma vida "normal". Um animal pertencente a qualquer grupo de vertebrados mais evoluído como répteis, aves ou mamíferos teria muito provavelmente morrido face a uma situação desta natureza!


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sapo-corredor (Epidalea calamita) vs Tritão-marmorado (Triturus marmoratus)

Ao contrário dos outros grupos de vertebrados os anfíbios reproduzem-se de maneira a produzirem um enorme número de descentes. Uma única fêmea de sapo-comum pode depositar mais de 10.000 ovos, que podem representar mais do que o número de indivíduos da população em que essa mesma fêmea se encontra.
Por esta razão têm um papel ecológico muito importante, pois poucos destes ovos chegaram a ser sapos adultos e a grande maioria servirá de alimento a uma diversidade de outros animais. Entre estes predadores surgem naturalmente outros anfíbios e muitas vezes indivíduos da mesma espécie. Neste caso das fotografias vemos uma postura de Sapo-corredor, que mais tarde veio a servir de alimento a um Tritão-marmorado.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Epidalea calamita (canto nupcial)



Fotografias e gravação de som do canto nupcial do Sapo corredor, tiradas na Mata Nacional das Dunas de Quiaios, na Figueira da Foz.
Quando a questão é impressionar as fêmeas os anfíbios são verdadeiros mestres, quer se dizer, são pelo menos muito esforçados!! Os machos de Sapo-corredor escolhem locais na margem de charcos pouco profundos, onde desatam a cantar com todo o folgo, tentando atrair as fêmeas com o vigor do seu canto. Nas noites em que as condições são óptimas para a reprodução são tantos os cantores que de certeza que os outros habitantes do lago ficam com dores de cabeça!!

domingo, 21 de março de 2010

Frenesim sexual


Os anfíbios que se reproduzem em charcos temporários escolhem bem os dias em que o fazem. Costumam escolher dias em que chove bastante pois assim têm garantias que o charco vai durar mais tempo e durar o suficiente para que as larvas façam a metamorfose. Existem portanto dias em que as condições são óptimas e as comunidades de anfíbios deslocam-se em massa para os charcos a fim de se reproduzirem. Nestes dias o frenesim é tamanho que não é raro assistirmos a amplexos entre machos bastante confusos de diferentes espécies.

sábado, 6 de março de 2010

Epidalea calamita

Fotografia de um Sapo corredor a alimentar-se, tirada na Reserva Ornitológica de Mindelo em Vila do Conde.
A alimentação do sapo-corredor consiste essencialmente em escaravelhos, moscas, minhocas e larvas de insectos. Esta dieta que não é muito diferente da das restantes espécies de sapos existentes em Portugal torna-os animais úteis para nós humanos. Pois controlam um elevado número de espécies que provocam graves prejuízos à agricultura. É só mais uma boa razão para os proteger!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Epidalea calamita (Ovos e larva)

Fotografias de um cordão de ovos e de uma larva de Sapo-corredor, tiradas na Reserva Ornitológica de Mindelo (Vila do Conde).
Os Sapos-corredores costumam fazer as suas posturas em águas muito pouco profundas (esta da fotografia estava numa poça de água no meio de um caminho). Fazem um longo cordão de uma só fila de ovos, como um colar de pérolas, e na superfície gelatinosa desse cordão vão se "colando" pequenas partículas de solo. De forma a que passados dois dias o cordão passa despercebido a quem estiver menos atento com a sua nova camuflagem. Alguns dias depois eclodem as pequenas larvas, que têm de se desenvolver muito rapidamente, antes que a poça seque!!



domingo, 3 de maio de 2009

Pelobates cultripes vs Epidalea calamita

Fotografia de duas larvas, uma de Sapo de unha negra e outra de Sapo corredor, tirada Reserva Ornitológica de Mindelo, Vila do Conde.
No fotografia estão representadas as espécies de anuros com a maior e a menor larva existentes em Portugal. A larva de Sapo de unha negra pode atingir doze centímetros, uma larva assim tão grande serve de presa a cobras de água e a aves limícolas, mas está livre do ataque das larvas de libelinhas! O sapo corredor usa a estratégia oposta, as suas larvas raramente atingem os três centímetros passando facilmente despercebidas aos predadores de maior porte, por outro lado para além de constarem na ementa de vários insectos, os juvenis são muito pequenos tendo que passar por muitas provações até atingirem o tamanho de adulto.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Epidalea calamita

Fotografia de um Sapo corredor tirada na Reserva Ornitológica de Mindelo em Vila do Conde.
Os sapos têm o habito de se enterrarem no solo, quer para de defenderem de predadores, quer para manterem a pele húmida. Neste caso como este sapo corredor habita numa zona arenosa, ao enterrar-se fica com muitos grãos de areia "colados" na pele ficando com este aspecto de rissol, o que resulta numa camuflagem perfeita!!

domingo, 21 de setembro de 2008

Epidalea calamita


Fotografia de um Sapo corredor tirada na Reserva Ornitológica de Mindelo em Vila do Conde.
O sapo corredor é relativamente comum e existe em todo o norte do país. Têm a particularidade de não saltar, deslocando-se sempre em marcha ou em pequenas corridas. Daí o seu nome comum!
Este tipo de locomoção confere-lhe uma fisionomia diferente de todos os outros anfíbios anuros (sem cauda), pois têm as patas anteriores e posteriores de tamanho semelhante.