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domingo, 21 de março de 2010

Frenesim sexual


Os anfíbios que se reproduzem em charcos temporários escolhem bem os dias em que o fazem. Costumam escolher dias em que chove bastante pois assim têm garantias que o charco vai durar mais tempo e durar o suficiente para que as larvas façam a metamorfose. Existem portanto dias em que as condições são óptimas e as comunidades de anfíbios deslocam-se em massa para os charcos a fim de se reproduzirem. Nestes dias o frenesim é tamanho que não é raro assistirmos a amplexos entre machos bastante confusos de diferentes espécies.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pelobates cultripes (larva)

Fotografias de uma larva de Sapo-de-unha-negra tiradas na Reserva Ornitológica de Mindelo.
As larvas de Sapo-de-unha-negra podem atingir doze centímetros, são as maiores de entre as larvas de sapos que ocorrem em Portugal. Estes simpáticos gigantes possuem um grande bico (pois é assim que se chama a boca das larvas) com numerosas séries de dentículos, embora possuam um ar ameaçador são detritívoras limpando os charcos de matéria orgânica, restos vegetais e fungos.
Outra curiosidade é a característica unha negra já estar desenvolvida em pleno estado larvar. As patas anteriores não começaram ainda a desenvolver-se (pelo menos que se veja) e as a posteriores já possuem a calosidade que lhes vai auxiliar quando adultos a enterrarem-se no solo.

domingo, 3 de maio de 2009

Pelobates cultripes vs Epidalea calamita

Fotografia de duas larvas, uma de Sapo de unha negra e outra de Sapo corredor, tirada Reserva Ornitológica de Mindelo, Vila do Conde.
No fotografia estão representadas as espécies de anuros com a maior e a menor larva existentes em Portugal. A larva de Sapo de unha negra pode atingir doze centímetros, uma larva assim tão grande serve de presa a cobras de água e a aves limícolas, mas está livre do ataque das larvas de libelinhas! O sapo corredor usa a estratégia oposta, as suas larvas raramente atingem os três centímetros passando facilmente despercebidas aos predadores de maior porte, por outro lado para além de constarem na ementa de vários insectos, os juvenis são muito pequenos tendo que passar por muitas provações até atingirem o tamanho de adulto.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Pelobates cultripes (amplexo)

Fotografia de amplexo de Sapo de unha negra tirada Reserva Ornitológica de Mindelo.
Entre os anfíbios anuros (sem cauda) existem dois tipos de amplexos: axial e inguinal. O amplexo do sapo de unha negra é inguinal, ou seja, o macho segura a fêmea pela "cintura". Nestes casos os machos deslocam-se previamente para os lagos onde se reproduzem, e esperam pela chegada das fêmeas. Estas ao chegar ao lago escolhem o macho que mais lhes agrada e então reproduzem-se. No caso de anfíbios que utilizam o amplexo axial como é o caso do sapo comum, muitas vezes os machos agarram-se à fêmea muito antes desta chegar ao lago, aproveitando assim a boleia e garantindo a sua posição para a fecundação dos ovos.




quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Pelobates cultripes (juvenil)




Fotografias de um juvenil de sapo de unha negra e do pormenor da unha na pata anterior do sapo, tiradas na Reserva Ornitológica do Mindelo em Vila do Conde.
Quase todos as espécies de sapos têm a habito de se enterrarem quer para se protegerem de predadores, quer para manterem a pele húmida durante dia. O sapo de unha negra é um verdadeiro especialista pois possui uma calosidade em cada uma das patas anteriores, que o ajudam nesta tarefa.
Para se enterrarem, começam a escavar um pequeno buraco atrás de si, no qual se vão escondendo digamos de marcha atrás, até ficarem quase só com os olhos de fora, ou então enterram-se completamente, desaparecendo no solo.