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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pelodytes puntactus (calosidades)


Fotografia de um Sapinho-de-verrugas-verdes tirada na Paisagem protegida local do litoral sul de Vila do Conde.
É comum entre as espécies de sapos que os machos na época de reprodução desenvolvam certas calosidades a que chamamos calosidades nupciais. Estas calosidades normalmente desenvolvem-se nos dois dedos mais internos das patas anteriores mais ou menos equivalentes aos nossos polegares e indicadores. E servem para que quando o macho se posiciona sobre a fêmea a fim de fecundar os ovos, consiga manter a sua posição. Os machos de sapinho-de-verrugas-verdes (talvez os mais ciumentos entre os nossos sapos) sofrem uma transformação mais radical, são cinco os pares de calosidades nupciais que lhes surgem todas as épocas de reprodução, além das dos dedos (comuns em quase todas as espécies) aparecem ainda dois pares nos "braços" e um par no peito!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pelodytes puntactus (Metamorfose)

Fotografias do desenvolvimento de uma larva de Sapinho-de-verrugas-verdes tiradas na Reserva Local do Litoral Sul de Vila do Conde.
Na fase final da metamorfose a pele dos sapos torna-se rugosa e cauda vai desaparecendo, de forma a que não é raro que os juvenis sejam mais pequenos do que as larvas que lhe dão origem. Mas nada é desperdiçado pois a cauda é uma importante fonte de energia para alimentar este complexo processo de transformação.




sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Canto nupcial do Sapinho-de-verrugas-verdes (Pelodytes puntactus)



Fotografias e gravação de som do canto nupcial do Sapinho-de-verrugas-verdes, tiradas na Reserva Ornitológica de Mindelo, em Vila do Conde.
O Sapinho-de-verrugas-verdes é muito pequeno raramente ultrapassando os 4 centímetros de comprimento. No entanto estes minorquinhas, quando a questão é impressionar as fêmeas fazem um estardalhaço que só visto, os seus cantos ouvem-se a uma distância considerável, e perto do lago onde se reproduzem chegam a ser ensurdecedores. Ouvi-los portanto é fácil, mas o mesmo já não se pode dizer de vê-los, chega a ser irritante procurar estes animais, tal a perfeição da sua camuflagem.

sábado, 29 de agosto de 2009

Pelodytes puntactus

Fotografia de um Sapinho-de-verrugas-verdes, tirada na Reserva Ornitológica de Mindelo, em Vila do Conde.
O Sapinho-de-verrugas-verdes têm uma distribuição que abrange a França, o Noroeste da Itália e a Península Ibérica. Recentemente investigadores espanhóis descobriram que algumas populações do sul da península são uma nova espécie, o Pelodytes ibericus, ou Sapinho-de-verrugas-verdes-ibérico (o nome comum acabo de inventar!!)! Em Portugal existem as duas espécies. O punctactus por todo o litoral desde Mindelo até ao Algarve, o ibericus no Baixo-Alentejo e Sotavento Algarvio. A única característica que distingue as duas espécies ("a olho nu" sem recorrer a testes de ADN) é o canto nupcial que os machos fazem para atrair as fêmeas.

domingo, 14 de junho de 2009

Pelodytes puntactus (juvenil)

Fotografia de um juvenil de sapinho de verrugas verdes, tirada em Espinho (Esmoriz).
O Sapinho de verrugas verdes é dos mais pequenos anfíbios da nossa herpetofauna, atingindo pouco mais de quatro centímetros de comprimento. Este pequeno juvenil recém-metamorfoseado da fotografia, tem apenas e tão somente dois centímetros. Apesar do seu tamanho diminuto, há registos de que a sua longevidade em cativeiro pode ultrapassar os quinze anos. Uma longevidade semelhante à de um cão! É de facto extraordinário para um ser tão pequenino!!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Pelodytes puntactus (ovos e embriões)

Fotografias de ovos e embriões de Sapinho de verrugas verdes tiradas na Reserva Ornitológica de Mindelo, Vila do Conde.
O Sapinho de verrugas verdes inicia a sua época de reprodução no final do Outono, e utiliza lagos temporários, ou zonas de remanso de ribeiros para por os seus ovos. Este sapo assim como o sapo de unha negra ou a rã de focinho pontiagudo utilizam muitas vezes lagos temporários à beira mar, que se formam entre as dunas pois são bastante tolerantes à salinidade da água. Cada postura pode ter até mil e seiscentos ovos e fixam-os como é possível ver nas fotografias à vegetação aquática. Cerca de uma semana depois são perfeitamente visíveis os embriões que brevemente serão larvas. Na última foto pode ver-se ainda um ovo atacado por um fungo, os fungos estão a revelar-se um verdadeiro problema para muitas populações de anfíbios em todo o mundo. Muito embora neste caso me pareça obra de uma natureza equilibrada, também tem de haver lugar para os fungos!!