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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) - Amplexo


Ao contrário dos Anuros (Sapos, Rãs e Relas) nos Urudelos (Salamandras e Tritões ou seja os que possuem cauda) a fecundação é interna. Estes também fazem amplexos, mas neste caso os machos ficam por debaixo da fêmea enquanto depositam uma massa gelatinosa que contem o esperma (o espermatófito) no chão. Depois posicionam a fêmea de maneira a que esta recolha essa massa gelatinosa pela cloaca fecundando os ovos no interior da progenitora.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) Ovos e Embriões



As Salamandras-lusitânicas costumam utilizar minas de água ou até antigas minas de ouro como em Valongo para se reproduzirem, depositando os ovos sob pedras ou nas paredes das minas.Os embriões ao girarem dentro dos ovos proporcionam-nos uma verdadeira micro-paisagem alienígena!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mini-entrevista a José Teixeira - Biólogo CIBIO-UP

A&R de Portugal - O que torna a Salamandra-lusitânica um animal tão especial, no contexto dos anfíbios da Península Ibérica?

José Teixeira - A Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) é, sem dúvida, uma espécie emblemática da fauna ibérica. Esta espécie é um endemismo ibérico cuja distribuição se circunscreve ao Noroeste peninsular, habitando normalmente junto a ribeiros montanhosos de águas limpas e correntes, com abundante vegetação nas margens. A sua ocorrência restrita, bem como a sua actividade nocturna e o hábito de se refugiar debaixo de pedras ou manta morta durante o dia, tornam esta salamandra pouco conhecida pela população em geral. Por essa razão, a sua descoberta para a ciência foi bastante tardia, sendo descrita pela primeira vez em 1864 pelo naturalista português Barboza du Bocage, a partir de exemplares da serra do Buçaco. O facto de na altura se desconhecer a sua ocorrência noutros locais da Península Ibérica levou J.V. Barboza du Bocage (primo do famoso escritor setubalense) a pensar que se tratava de um endemismo português, motivando a sua denominação científica "lusitanica".
As primeiras observações sobre a reprodução desta espécie só ocorreram cerca de um século depois, numa mina da serra de Valongo, o que atesta bem o carácter secretivo da biologia desta espécie.
Esta salamandra possui uma série de características muito raras entre os anfíbios, nomeadamente a capacidade de libertar a cauda quando ameaçada, a ausência ou residualidade de pulmões funcionais e uma língua preênsil com um mecanismo de propulsão especializado na captura de pequenas presas.
O facto de não possuir pulmões funcionais obriga que todas as suas trocas gasosas se realizem pela pele, condicionando assim a sua ocorrência a ambientes com elevada humidade do ar.
A espécie mais próxima de C. lusitanica é a salamandra do Cáucaso (Mertensiella caucasica), com a qual partilha numerosas características morfológicas e ecológicas, como a capacidade de autonomia da cauda, a ausência ou residualidade de pulmões funcionais e um padrão morfológico semelhante. O facto da distribuição do seu parente mais próximo se limitar ao Cáucaso (na região da Geórgia e Turquia oriental), constituiu um verdadeiro enigma biogeográfico e demonstra a singularidade evolutiva e ecológica desta salamandra.
Actualmente esta espécie é considerada Vulnerável em Portugal, tendo como principais ameaças a contaminação dos pequenos ribeiros, a destruição das florestas caducifólias e da vegetação ripícola, a proliferação das monoculturas de eucalipto e a construção de barragens (mini-hídricas). Por todas estas razões a salamandra-lusitânica é uma espécie singular da nossa fauna, que merece uma atenção especial em termos de investigação, conservação e sensibilização da população.

sábado, 29 de novembro de 2008

Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica)


Esta salamandra que tem a sorte de morar num dos mais belos bosques autóctones do norte do país, é um exemplo de uma característica extraordinária. Ela têm a capacidade de soltar voluntariamente a cauda quando atacada, voltando esta a regenerar-se. Esta salamandra têm a cauda em pleno desenvolvimento, pois deve tê-la perdido no ano anterior. Uma vez tendo perdido a cauda, esta nunca volta a ter o tamanho original, sendo sempre possível verificar que o animal foi "amputado".

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica)


A salamandra lusitânica só pode ser encontrada no noroeste da península ibérica, é uma espécie muito especial porque têm características únicas relativamente aos outros anfíbios da península. É uma salamandra de cauda muito comprida (aliás em Espanha é chamada de salamandra colilarga ou seja de cauda comprida) que têm a capacidade de soltar voluntariamente a cauda quando atacada, voltando esta a regenerar-se. Esta característica só é comum a outra espécie europeia e algumas poucas americanas. Outra particularidade é a de não terem pulmões funcionais e por isso respiram unicamente através da pele, esta característica torna-as dependentes de lugares muito húmidos e pouco poluídos, com o aquecimento global e com a poluição estes sítios são cada vez mais raros assim como estas salamandras!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Larva de Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica)


As Salamandras lusitânicas põem em média 18 ovos, escondidos numa zona húmida perto de um ribeiro. Seis a nove semanas depois eclodem as larvas, que se alimentam de pequenos insectos aquáticos, moluscos e crustáceos. As larvas de salamandra lusitânica, servem por sua vez de alimento a cobras de água e larvas de libelinhas.