A&R de Portugal - O que torna a Salamandra-lusitânica um animal tão especial, no contexto dos anfíbios da Península Ibérica?
José Teixeira - A Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) é, sem dúvida, uma espécie emblemática da fauna ibérica. Esta espécie é um endemismo ibérico cuja distribuição se circunscreve ao Noroeste peninsular, habitando normalmente junto a ribeiros montanhosos de águas limpas e correntes, com abundante vegetação nas margens. A sua ocorrência restrita, bem como a sua actividade nocturna e o hábito de se refugiar debaixo de pedras ou manta morta durante o dia, tornam esta salamandra pouco conhecida pela população em geral. Por essa razão, a sua descoberta para a ciência foi bastante tardia, sendo descrita pela primeira vez em 1864 pelo naturalista português Barboza du Bocage, a partir de exemplares da serra do Buçaco. O facto de na altura se desconhecer a sua ocorrência noutros locais da Península Ibérica levou J.V. Barboza du Bocage (primo do famoso escritor setubalense) a pensar que se tratava de um endemismo português, motivando a sua denominação científica "lusitanica".
José Teixeira - A Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) é, sem dúvida, uma espécie emblemática da fauna ibérica. Esta espécie é um endemismo ibérico cuja distribuição se circunscreve ao Noroeste peninsular, habitando normalmente junto a ribeiros montanhosos de águas limpas e correntes, com abundante vegetação nas margens. A sua ocorrência restrita, bem como a sua actividade nocturna e o hábito de se refugiar debaixo de pedras ou manta morta durante o dia, tornam esta salamandra pouco conhecida pela população em geral. Por essa razão, a sua descoberta para a ciência foi bastante tardia, sendo descrita pela primeira vez em 1864 pelo naturalista português Barboza du Bocage, a partir de exemplares da serra do Buçaco. O facto de na altura se desconhecer a sua ocorrência noutros locais da Península Ibérica levou J.V. Barboza du Bocage (primo do famoso escritor setubalense) a pensar que se tratava de um endemismo português, motivando a sua denominação científica "lusitanica".
As primeiras observações sobre a reprodução desta espécie só ocorreram cerca de um século depois, numa mina da serra de Valongo, o que atesta bem o carácter secretivo da biologia desta espécie.
Esta salamandra possui uma série de características muito raras entre os anfíbios, nomeadamente a capacidade de libertar a cauda quando ameaçada, a ausência ou residualidade de pulmões funcionais e uma língua preênsil com um mecanismo de propulsão especializado na captura de pequenas presas.
O facto de não possuir pulmões funcionais obriga que todas as suas trocas gasosas se realizem pela pele, condicionando assim a sua ocorrência a ambientes com elevada humidade do ar.
A espécie mais próxima de C. lusitanica é a salamandra do Cáucaso (Mertensiella caucasica), com a qual partilha numerosas características morfológicas e ecológicas, como a capacidade de autonomia da cauda, a ausência ou residualidade de pulmões funcionais e um padrão morfológico semelhante. O facto da distribuição do seu parente mais próximo se limitar ao Cáucaso (na região da Geórgia e Turquia oriental), constituiu um verdadeiro enigma biogeográfico e demonstra a singularidade evolutiva e ecológica desta salamandra.
Actualmente esta espécie é considerada Vulnerável em Portugal, tendo como principais ameaças a contaminação dos pequenos ribeiros, a destruição das florestas caducifólias e da vegetação ripícola, a proliferação das monoculturas de eucalipto e a construção de barragens (mini-hídricas). Por todas estas razões a salamandra-lusitânica é uma espécie singular da nossa fauna, que merece uma atenção especial em termos de investigação, conservação e sensibilização da população.
Esta salamandra possui uma série de características muito raras entre os anfíbios, nomeadamente a capacidade de libertar a cauda quando ameaçada, a ausência ou residualidade de pulmões funcionais e uma língua preênsil com um mecanismo de propulsão especializado na captura de pequenas presas.
O facto de não possuir pulmões funcionais obriga que todas as suas trocas gasosas se realizem pela pele, condicionando assim a sua ocorrência a ambientes com elevada humidade do ar.
A espécie mais próxima de C. lusitanica é a salamandra do Cáucaso (Mertensiella caucasica), com a qual partilha numerosas características morfológicas e ecológicas, como a capacidade de autonomia da cauda, a ausência ou residualidade de pulmões funcionais e um padrão morfológico semelhante. O facto da distribuição do seu parente mais próximo se limitar ao Cáucaso (na região da Geórgia e Turquia oriental), constituiu um verdadeiro enigma biogeográfico e demonstra a singularidade evolutiva e ecológica desta salamandra.
Actualmente esta espécie é considerada Vulnerável em Portugal, tendo como principais ameaças a contaminação dos pequenos ribeiros, a destruição das florestas caducifólias e da vegetação ripícola, a proliferação das monoculturas de eucalipto e a construção de barragens (mini-hídricas). Por todas estas razões a salamandra-lusitânica é uma espécie singular da nossa fauna, que merece uma atenção especial em termos de investigação, conservação e sensibilização da população.
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