sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Pelodytes puntactus (macho a cantar)

video

Fotografias e gravação de som do canto nupcial do Sapinho-de-verrugas-verdes, tiradas na Reserva Ornitológica de Mindelo, em Vila do Conde.
O Sapinho-de-verrugas-verdes é muito pequeno raramente ultrapassando os 4 centímetros de comprimento. No entanto estes minorquinhas, quando a questão é impressionar as fêmeas fazem um estardalhaço que só visto, os seus cantos ouvem-se a uma distância considerável, e perto do lago onde se reproduzem chegam a ser ensurdecedores. Ouvi-los portanto é fácil, mas o mesmo já não se pode dizer de vê-los, chega a ser irritante procurar estes animais, tal a perfeição da sua camuflagem.

quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Epidalea calamita (Ovos e larva)

Fotografias de um cordão de ovos e de uma larva de Sapo-corredor, tiradas na Reserva Ornitológica de Mindelo (Vila do Conde).
Os Sapos-corredores costumam fazer as suas posturas em águas muito pouco profundas (esta da fotografia estava numa poça de água no meio de um caminho). Fazem um longo cordão de uma só fila de ovos, como um colar de pérolas, e na superfície gelatinosa desse cordão vão se "colando" pequenas partículas de solo. De forma a que passados dois dias o cordão passa despercebido a quem estiver menos atento com a sua nova camuflagem. Alguns dias depois eclodem as pequenas larvas, que têm de se desenvolver muito rapidamente, antes que a poça seque!!



terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Pelophylax perezi

Fotografia de uma Rã-verde tirada na Trofa (Covelas).
As Rãs-verdes são mestres nos disfarce, mesmo em ambientes como estas águas férreas de tom marcadamente laranja, elas conseguem passar facilmente despercebidas enquanto permanecem imóveis. Porém são muito cautelosas para não dizer medrosas, pois a sua estratégia mais comum é saltar para a água e nadar para a zona mais profunda escondendo-se no lodo ou na vegetação subaquática assim que algum predador se aproxima.

segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Lacerta schreiberi (Juvenil)

Fotografia de um juvenil de Lagarto-de-água tirada na Serra do Gerês.
Os juvenis de Lagarto-de-água tem um padrão e umas cores bem diferentes das dos adultos, no entanto não menos espectaculares. Estes jovens lagartos passam grande parte dos seus primeiros meses de vida entre a vegetação rasteira procurando pequenos invertebrados de que se alimentam. Este padrão que pode ser quase preto, castanho ou verde com pequenas pintas amarelas é uma camuflagem perfeita para quem vive entre as ervas, passando facilmente despercebidos.



terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Hemidactylus turcicus

Fotografia de uma Osga-turca tirada em Évora.
Existem duas espécies de osgas em Portugal continental, a Osga-comum e a Osga-turca. Estas espécies podem ser facilmente confundidas pois para alem de terem tamanhos, aspectos e hábitos semelhantes as suas áreas de distribuição sobrepõem-se em algumas regiões.
Para as diferenciar:
Geralmente as Osgas-turcas são mais pequenas e elegantes, com tons mais claros e com a pele mais lisa!
Mas para ter a certeza:
Ao contrario da Osga-comum que só tem unhas bem desenvolvidas nos terceiro e quarto dedos e tem lamelas subdigitais simples, a Osga-turca tem unhas bem visíveis em todos os dedos, e as lamelas subdigitais estão divididas em duas linhas de lamelas sob cada dedo, como podemos ver na fotografia!

sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Discoglossos galganoi (reprodução)

Fotografias da reprodução de Rãs-de-focinho-pontiagudo tiradas na Reserva Ornitológica de Mindelo (Vila do Conde).
Como acontece na generalidade dos anfíbios os machos chegam sempre primeiro às massas de água onde se reproduzem, no caso da Rã-de-focinho-pontiagudo chegam a juntar-se dezenas de machos em pequenas charcas temporárias onde as fêmeas costumam desovar. Quando uma fêmea chega à charca não há lei nem ordem, é um autêntico frenesim com todos os machos a tentarem colocar-se na melhor posição para fecundar os ovos que estão a ser depositados, felizmente para as fêmeas esta confusão dura apenas alguns segundos podendo depois seguirem as suas vidas sem qualquer tipo de cuidados maternais para com a sua prole.
Na fotografia em baixo pode ver-se a fêmea ao centro de "pernas para o ar", e as pequenas bolas pretas junto à cloaca são os ovos que os machos tentam fecundar!





sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Natrix natrix (a fingir estar morta)

Fotografia de uma Cobra-de-água-de-colar a fingir estar morta tirada na Trofa (S. Martinho).
As cobras têm enumeros mecanismos de defesa, o mais eficaz e também o que utilizam com mais frequência é a evasão, fogem e escondem-se quando sentem a presença de um predador evitando assim o confronto, outras vezes usam a camuflagem e a imobilidade para passarem despercebidas. Quando se sentem encurraladas assumem muitas vezes uma postura agressiva, silvando e ameaçando morder. Algumas cobras (mais frequentemente a Cobra-de-água-de-colar) utilizam uma estratégia de defesa muito curiosa, fingem estar mortas com o objectivo de provocar o desinteresse do predador! Quando capturadas aí sim tentam morder e algumas espécies segregam substancias nauseabundas pela cloaca.

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Reserva da Faia Brava

Fotografias da entrada da reserva e de um Lacrau fotografado dentro da mesma, Figueira de Castelo Rodrigo (Algodres).
Criada pela Associação Transumância e Natureza a Reserva da Faia Brava situada no vale do Rio Côa é um dos pontos mais a norte de Portugal com clima marcadamente mediterrânico. O mosaico desta paisagem é constituído por bosques de sobreiros e azinheiras, plantações de oliveiras e campos de cereais, de entre a enorme biodiversidade da reserva os animais mais emblemáticos são a Águia-de-Bonelli, os Grifos, o Abutre-do-Egipto e a Cegonha-preta.
Na Reserva da Faia Brava as espécies de répteis que podemos encontrar são: a Lagartixa-ibérica, a Lagartixa-do-mato, a Lagartixa-do-mato-ibérica, a Lagartixa-de-dedos-denteados, o Sardão, a Cobra-de-pernas-tridáctila, a Cobra-de-pernas-pentadáctila, a Cobra-cega, a Cobra-de-água-de-colar, a Cobra-de-água-viperina, a Cobra-de-ferradura, a Cobra-de-escada e a Cobra-rateira. Quanto a anfíbios podemos encontrar: a Salamandra-de-costelas-salientes, a Salamandra-de-pintas-amarelas, o Tritão-de-ventre-laranja, o Tritão-marmorado, a Rã- verde, a Rela, o Sapo-comum, o Sapo-corredor, o Sapo-de-unha-negra, o Sapo-parteiro, e o Sapo-parteiro-ibérico.

Área: 600 hectares.
Criação: O pedido de classificação da Faia Brava como Área Protegida Privada está ainda em apreciação.

quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Chioglossa lusitanica (ovos e embriões)

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As Salamandras-lusitânicas costumam utilizar minas de água ou até antigas minas de ouro como em Valongo para se reproduzirem, depositando os ovos sob pedras ou nas paredes das minas.
Os embriões ao girarem dentro dos ovos proporcionam-nos uma verdadeira micro-paisagem alienígena!