Domingo, 28 de Junho de 2009

Lacerta schreiberi (sub-adulto)

Fotografias de um sub-adulto de Lagarto de água tiradas em St. Tirso (Carreira).
O nome comum das espécies, por vezes pode fornecer pistas preciosas sobre a biologia ou a fisionomia dos seus indivíduos. Outras vezes pode ser enganador! O lagarto de água vive geralmente próximo de cursos de água, mas não é nada comum vê-los na água propriamente dita.
Em algumas zonas de Espanha chamam-lhe Lagarto das silveiras, cruzando os dados fornecidos por estes dois nomes comuns chegamos ao habitat preferencial destes lagartos, ou seja silvados próximos de cursos de água. Este sub-adulto (que ainda não adquiriu a cor azul característica dos adultos) não está de boca aberta a espera que pouse uma mosca, ou a ver se respira melhor!! Está a tentar ficar com um ar ameaçador, pois ele próprio sentiu-se ameaçado com a máquina fotográfica.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Paisagem Protegida de Corno de Bico

Fotografias de Garranos selvagens e de um ribeiro que corre na paisagem protegida de Corno de Bico.
Na Paisagem Protegida de Corno de Bico, podemos encontrar uma frondosa mata de carvalhos de diferentes espécies que foi plantada a partir dos anos quarenta do século XX, integrando as manchas autóctones existentes. São também de salientar as impressionantes comunidades azevinho (que são o símbolo desta reserva), os cavalos selvagens que deambulam pela serra, e o esquivo lobo ibérico que dificilmente daremos pela sua presença. Nesta Paisagem Protegida as espécies de repteis que podemos encontrar são: a lagartixa ibérica, a lagartixa de Bocage, a lagartixa do mato, o lagarto de água, o sardão, o licranço, a cobra de pernas tridáctila, a cobra de água de colar, a cobra de água viperina, a cobra lisa meridional, a cobra de escada e a cobra rateira. Quanto a anfíbios podemos encontrar: a salamandra lusitânica, a salamandra de pintas amarelas, o tritão de ventre laranja, o tritão palmado, o tritão marmorado, a rã verde, a rã ibérica, o sapo comum, a rã de focinho pontiagudo, o sapo corredor e o sapo parteiro.

Área: 2175 hectares.
Criação: 1999

Domingo, 14 de Junho de 2009

Pelodytes puntactus (juvenil)

Fotografia de um juvenil de sapinho de verrugas verdes, tirada em Espinho (Esmoriz).
O Sapinho de verrugas verdes é dos mais pequenos anfíbios da nossa herpetofauna, atingindo pouco mais de quatro centímetros de comprimento. Este pequeno juvenil recém-metamorfoseado da fotografia, tem apenas e tão somente dois centímetros. Apesar do seu tamanho diminuto, há registos de que a sua longevidade em cativeiro pode ultrapassar os quinze anos. Uma longevidade semelhante à de um cão! É de facto extraordinário para um ser tão pequenino!!

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Podarcis carbonelli (fêmea)

Fotografia de uma fêmea de Lagartixa de carbonell tirada em Espinho (Esmoriz).
A Lagartixa de carbonell é um endemismo ibérico. O estatuto de conservação desta pequena lagartixa foi recentemente considerado de "Vulnerável" pela UINC, dada a sua reduzida distribuição geográfica e o mau estado de conservação dos habitats colonizados. Em Portugal podemos encontrar esta lagartixa praticamente ao longo de toda a costa litoral ao sul do Douro e nas serras de Montemuro, Caramulo e Estrela. Nas Serras as principais ameaças á conservação desta espécie são as monoculturas florestais e os incêndios. As populações costeiras são as mais ameaçadas, devido á destruição de habitats causada pela pressão urbanística, e ás alterações climáticas. A médio/longo prazo as alterações climáticas podem mesmo levar á extinção destas populações, visto viverem já próximo dos limites de temperatura e humidade tolerados por esta espécie.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Pleurodeles waltl (macho)

Fotografia de macho de salamandra de costelas salientes tirada na Serra de Montejunto, no Cadaval.
A Salamandra de costelas salientes é o maior urodelo da nossa herpetofauna. Os adultos têm normalmente entre quinze, e vinte e cinco centímetros, mas podem extraordinariamente atingir os trinta centímetros. Vivem em águas paradas como lagos ou poços, (aliás em alguns sítios é chamada de Salamandra dos poços) e só se vêem fora de água durante a noite quando saem para se alimentar.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Psammodromus algirus (macho)

Fotografia de um macho de Lagartixa do mato tirada na Trofa (S. Martinho).
Na maioria das espécies de répteis o dimorfismo sexual é pouco evidenciado. Porém os machos de Lagartixa do mato na época de reprodução, são muito fáceis de diferenciar das fêmeas. Para alem de terem a cabeça mais larga e serem de uma maneira geral mais robustos, durante o período de acasalamento apresentam tonalidades geralmente vermelhas ou laranjas na cabeça, e uns ocelos azuis bem diferenciados junto à base dos membros anteriores. Estas cores vivas desaparecem quando termina este período, mas voltam a surgir no ano seguinte.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Hyla arborea

video Fotografia de um macho de Rela a cantar e gravação do canto das Relas, realizados em V. N. Famalicão (Fradelos).
Durante o período de reprodução os machos de Rela deslocam-se para próximo de massas de água, e para atrair as fêmeas cantam ruidosamente. Como ficam muito expostas a predadores devido ao enorme barulho que produzem cantam em coro, dificultando a tarefa de localizar um individuo no meio de uma enorme confusão de sons. Ao mínimo sinal de distúrbio calam-se subitamente e reina o silencio, até que uma comece a cantar e aí todas começam a cantar provavelmente tornando também difícil ás fêmeas escolher o seu parceiro!

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Rhinechis scalaris

Fotografia de uma Cobra de escada tirada na Trofa (S. Tiago).
A cobra de escada ou como muita gente chama: a riscadinha, é uma das mais belas cobras da nossa herptofauna. Bela porem rápida e agressiva, agressiva não quer dizer perigosa pois esta cobra é completamente inofensiva. O seu primeiro instinto é sempre fugir, mas se encurralada não hesita em silvar e tentar morder, mas mordedura desta cobra não é perigosa porque não possui dentes inoculadores de veneno. A este tipo de cobras chamamos cobras áglifas.